Estado – RS – Tem secretário do governo Eduardo Leite e deputado estadual que anda mais para o campo do que para a capital. Ernani Polo, aos 52 anos, começa a dar sinais de que o humor no PP já não é o mesmo. Depois do racha interno e da dificuldade de emplacar uma pré-convenção para discutir candidatura própria ao Piratini, o cenário ficou claro: os Covatti tomaram conta do partido e a porteira fechou para debate.
Sem espaço para aprofundar a discussão interna, Polo já admite, nos bastidores e em declaração à jornalista Rosane de Oliveira, que pode pendurar o paletó da vida pública ao fim do mandato. E diz isso sem drama. Afirma que não depende de cargo eletivo para seguir em frente. Traduzindo do politiquês: não nasceu abraçado a gabinete.
O discurso é simples e direto. Se a política não abrir estrada, ele volta para a terra. Tem propriedade rural, onde sempre trabalhou, e fala até em iniciar carreira na iniciativa privada. É o tipo de recado que soa como aviso e também como despedida preventiva.
No PP gaúcho, o clima é de divisão. De um lado, quem ainda acredita em candidatura própria. De outro, o grupo que consolidou poder interno e não demonstra disposição para abrir espaço. Polo ficou no meio do fogo cruzado, e pode estar optando por sair da trincheira antes que o desgaste aumente.
Se a enxada vai substituir o microfone, só o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: quando político começa a falar mais da roça do que do plenário, é porque a lavoura partidária já não está produzindo como antes.
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