Irã – Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã e o reflexo vai além do petróleo. O fechamento do Estreito de Ormuz pode barrar de 25% a 35% do comércio mundial de fertilizantes, principalmente amônia e ureia. São insumos básicos para lavouras de trigo, milho e soja.
Impacto no campo
Com menos produto circulando, cresce o risco de alta nos alimentos. Em outras crises do petróleo, farinha de trigo e óleo de soja já subiram forte. Pelos dois corredores controlados pelo Irã também passam 32% do metanol do planeta, 17,2% dos minerais e cerca de 20% do gás natural e do gás liquefeito.
Passagem estreita
O Estreito liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e, na parte mais apertada, tem 39 quilômetros de largura. Mesmo assim, só há duas faixas de navegação de três quilômetros cada, uma para cada lado. Como o Irã controla a parte norte, os navios ficam ao alcance de mísseis e drones.
Desvio limitado
Segundo a agência de energia dos Estados Unidos, apenas pouco mais de 10% do volume diário conseguiria desviar da rota. Hoje passam pelo canal cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia. A capacidade alternativa gira em 2,6 milhões. Se o bloqueio continuar, a pressão pode chegar à inflação global. (Fonte: Marta Sfredo, GZH)
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