Petróleo dispara e se aproxima de 120 dólares o barril após escalada da guerra

O bloqueio do Estreito de Ormuz compromete cerca de 20% da oferta mundial de petróleo e gás

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GERAL – – A nova escalada da guerra no Oriente Médio provocou forte reação nos mercados nesta segunda-feira, 9. O preço do petróleo disparou e chegou perto de 120 dólares o barril, enquanto bolsas do mundo inteiro registraram quedas expressivas.

O temor é que o conflito cause impacto direto na economia global. Com a tensão crescente e sem sinais de trégua, investidores reagiram com cautela e ampliaram as vendas de ações em diversos mercados.

A queda das bolsas mundiais
Os principais mercados asiáticos fecharam o dia em forte queda. A bolsa de Seul recuou 5,96%, enquanto Tóquio caiu 5,2%.

Na Europa, o movimento foi semelhante. Paris registrava queda de 2,59%, Frankfurt 2,47%, Madri 2,87%, Milão 2,71% e Londres 1,57%. Outras bolsas da Ásia e da Oceania também terminaram o dia no vermelho. Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street já haviam acumulado queda superior a 2% na semana passada.

A disparada do petróleo
O impacto mais imediato da guerra aparece no mercado de energia. O barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, chegou a operar com alta de quase 30%, alcançando cerca de 119 dólares.

O petróleo Brent, referência da Europa, também avançou com força e passou de 108 dólares. O preço do gás natural negociado na Europa registrou alta semelhante e subiu cerca de 30%.

Ataques recentes contra campos de petróleo no Iraque e em outras áreas produtoras reduziram a oferta. Emirados Árabes Unidos e Kuwait também diminuíram a produção diante da escalada militar na região.

O bloqueio no Estreito de Ormuz
Outro fator que pressiona os preços é a suspensão do tráfego no Estreito de Ormuz desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Por esse corredor marítimo passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo.

Com a interrupção das rotas, cresce o temor de uma crise energética e de um novo ciclo de inflação global.

Os países do G7 estudam liberar parte de suas reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a alta dos preços. A proposta deve ser discutida em reunião entre ministros das Finanças.

A reação dos Estados Unidos
O presidente Donald Trump minimizou a alta do petróleo e afirmou que o aumento no curto prazo seria um preço pequeno diante do objetivo de eliminar a ameaça nuclear do Irã.

Analistas, porém, alertam para possíveis impactos amplos na economia mundial. Segundo especialistas do mercado financeiro, quando o petróleo ultrapassa 100 dólares o barril, o efeito se espalha por toda a cadeia produtiva e pode pressionar os preços em vários setores.

Redação, João Lemes.
Fonte: AFP e GZH.

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