Porto Alegre – RS – Lili de Grammont tinha só dois anos quando o próprio pai m4t0u a mãe dela a tiros. Hoje, aos 46 anos, ela está na capital para um seminário no Ministério Público sobre o combate à violência contra a mulher. Lili virou psicóloga e ativista, usando a própria história para tentar evitar que outras famílias sejam destruídas pelo machismo.
Vítimas invisíveis
Os números assustam e mostram que a boca não é boa no Estado. Só em 2026, o RS já registrou 47 novos órfãos por causa de f3minicídi0s. Desse total, 27 são guris e gúrias com menos de 18 anos que perderam o sustento e o carinho materno. Lili diz que a m0rt3 da mãe é uma tragédia anunciada que começa com pressão psicológica e termina em f4t4lidade.
Trauma que fica
Para a palestrante, o Estado precisa ir além de dar uma pensão em dinheiro para esses órfãos. Ela defende a criação de locais específicos para atender essas crianças, já que o trauma é profundo e difícil de curar. “A violência acaba quando a mãe m0rr3, mas para o filho é outra violência que começa”, contou Lili, lembrando que o pai “m0rr3” para a criança e no lugar dele nasce um ass4ssin0.
Justiça e prevenção
O evento no Ministério Público vai até sexta-feira e quer melhorar o trabalho da polícia e dos juízes na hora de investigar esses crimes. A ideia é identificar o risco antes que o pior aconteça. Lili, que cuidou do pai até ele m0rr3r de velhice no ano passado, reforça que entender a dor não é o mesmo que perdoar, mas sim compreender que o amor nunca pode ser violento.
Redação, João Lemes; Fonte: MPRS
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