Porto Alegre – RS – Alunos do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foram suspensos preventivamente após a descoberta de imagens manipuladas de estudantes circulando na internet. Segundo os relatos, as fotos teriam sido editadas com o uso de inteligência artificial (IA) para criar conteúdos de teor pornográfico (deepfakes). O caso envolve alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e está sendo acompanhado pela Corregedoria da Universidade.
A investigação interna
A diretora da instituição, Fernanda Britto da Silva, afirmou que tomou conhecimento do fato na última quinta-feira (26), após ser procurada pelas próprias alunas. Imediatamente, a escola acionou os setores de psicologia e orientação educacional para acolher as vítimas. Na sexta-feira (27), as suspensões cautelares foram aplicadas aos estudantes apontados como responsáveis pela criação e compartilhamento do material.
O sigilo e o apoio
Por envolver menores de idade, os nomes dos envolvidos e o número exato de suspensos não foram divulgados. A UFRGS informou, em nota, que ainda não teve acesso direto às imagens, mas que a apuração segue de forma rigorosa para verificar a extensão do dano. A instituição reforçou que está prestando apoio integral às famílias das jovens atingidas e que adotará todas as medidas administrativas cabíveis para a responsabilização dos culpados.
A manifestação dos alunos
O caso gerou revolta na comunidade escolar, e uma manifestação de estudantes está programada para a manhã desta terça-feira (31) em frente ao colégio. O protesto busca cobrar maior segurança digital e o combate a todas as formas de violência de gênero e assédio virtual dentro do ambiente de ensino. O processo disciplinar corre sob sigilo enquanto a Corregedoria ouve os depoimentos de todos os citados no episódio.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH
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