Washington – EUA – A tensão no Oriente Médio atingiu um novo patamar com a revelação de um plano militar do Pentágono para uma possível operação terrestre em solo iraniano. Detalhada pelo jornal The Washington Post, a estratégia indica que o governo de Donald Trump estuda incursões de forças especiais e infantaria convencional, marcando o que seria a fase mais aguda do conflito até agora.
O alvo estratégico
O planejamento coloca a Ilha de Kharg como o epicentro das atenções. Localizada no Estreito de Ormuz, a ilha é responsável pelo escoamento de aproximadamente 90% do petróleo bruto do Irã, tendo a China como principal comprador. O objetivo americano seria paralisar a economia do regime dos aiatolás ao dominar ou destruir este centro de exportação, cortando o fluxo financeiro que sustenta o país.
A movimentação de tropas
Embora a Casa Branca afirme que nenhuma decisão final foi tomada, a movimentação militar na região sugere preparativos avançados. A 31ª Unidade Expedicionária já está mobilizada e, no último sábado (28), o Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou a chegada de mais 3,5 mil militares a bordo do navio de assalto anfíbio USS Tripoli. No total, o plano prevê semanas de operações terrestres contínuas.
A resistência interna
Apesar do avanço militar, Trump enfrenta um cenário doméstico desfavorável à invasão. Uma pesquisa da Associated Press revelou que 62% dos americanos são contra o uso de tropas terrestres no Irã, temendo o alto custo em vidas e a exposição dos soldados a drones, mísseis e explosivos improvisados. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, minimizou o relatório, afirmando que o papel do Pentágono é apenas oferecer “flexibilidade” ao presidente, sem que isso signifique uma ordem de ataque imediata.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH
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