Estado – RS – A portaria nº 886/2026, do Ministério da Agricultura, está deixando os produtores gaúchos com o cabelo em pé. A nova regra, que já está valendo, exige que os morangos sejam separados por tamanho e tenham rótulos bem detalhados, seguindo o padrão do Mercosul. Eugênio Zanetti, presidente da Fetag-RS, afirma que a norma é burocrática demais e pode complicar a vida de quem tira o sustento da terra, já que o grau de exigência é alto para a realidade das pequenas propriedades.
Muita mão de obra para pouca gente
O medo dos agricultores é que o custo da produção suba justamente na hora de embalar a fruta. Como o trabalho na roça é feito quase sempre pela família, separar cada morango por calibre exige um tempo que eles não têm. Além disso, mexer demais na fruta pode estragar o produto, que é muito delicado. Outro ponto que aperta o calo é a tolerância de apenas 3% no peso das caixinhas, o que exige uma precisão quase de balança de farmácia no meio do galpão.
Pressão em Brasília para mudar o jogo
Lideranças rurais e os deputados Heitor Schuch e Elton Weber já levaram a bronca até Brasília para tentar aliviar o peso da lei. Uma reunião está marcada para maio, no Vale do Caí, com técnicos do Ministério para discutir o assunto. Por enquanto, o governo diz que não está aplicando multas, mas quer que o Brasil se alinhe aos vizinhos do Mercosul. Como diz o ditado, quem planta colhe, e o colono gaúcho quer colher sossego para trabalhar sem tanta papelada.
Redação, João Lemes; Fonte: Gisele Loeblein e Agência RBS
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