Nacional – O Instituto Iter antecipou em janeiro de 2026 o vencimento de uma dívida de 5,2 milhões de reais e começou a devolver os recursos. Um mês depois, o ministro André Mendonça foi sorteado relator das investigações ligadas ao Banco Master no Supremo Tribunal Federal.
O dinheiro havia sido repassado pela Cedro Participações, empresa de Lucas Kallas, empresário que manteve negócios com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O acordo, fechado em abril de 2024, previa um contrato de mútuo conversível de até 5,9 milhões de reais.
O instituto afirma que Mendonça e Kallas não participaram das tratativas. Segundo a instituição, o ex-ministro da Educação Victor Godoy Veiga negociou o contrato e os recursos foram usados apenas nas atividades do Iter.
O encontro com Vorcaro
Em março de 2025, Mendonça recebeu Vorcaro na sede do Iter. Conforme o ministro, a conversa tratou da Suspensão de Tutela Provisória 976, processo sobre créditos de precatórios de interesse do Banco Master. Mendonça afirma que sua atuação posterior foi contrária à posição defendida pelo empresário.
No dia seguinte ao encontro, o ministro pediu vista e suspendeu um julgamento no Supremo que interessava ao banco. Mensagens extraídas do celular de Vorcaro também indicam que ele foi convidado para um coquetel reservado do instituto, com a presença de Mendonça e do ministro do Tribunal de Contas da União Antonio Anastasia.
A saída do instituto
Mendonça deixou o quadro societário do Iter no início de setembro, após reportagens apontarem 68 contratos sem licitação com órgãos públicos de 15 estados, que somaram 11,5 milhões de reais desde 2024. O instituto sustenta que as contratações ocorreram por inexigibilidade de licitação e dentro da lei. (Redação, João Lemes. Fontes: UOL)
Acompanhe o NP pelas redes sociais:
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso



