Nacional – Os partidos classificados como centro-esquerda somarão 124 deputados e 15 senadores, conforme levantamento publicado pela GZH. Os números ficam abaixo dos 257 votos na Câmara e dos 41 no Senado necessários para formar maioria absoluta, o que exigirá acordos com outras legendas no quarto mandato de Lula.
O PL ampliou sua bancada de 97 para 121 deputados e de 15 para 28 senadores. Para o cientista político Augusto de Oliveira, da PUCRS, o partido fará oposição firme, mas não terá força suficiente para impedir sozinho a aprovação das propostas do governo. Ele considera que o centrão ainda oferece espaço para a construção de alianças.
O desafio no Senado
Uma análise pelo perfil individual dos eleitos, feita pelo pesquisador Daniel de Neque, aponta 278 deputados e 50 senadores de direita. Essa classificação difere da divisão por partidos, pois inclui integrantes conservadores de legendas do centrão. Segundo ele, interesses regionais e bancadas temáticas também influenciarão as votações.
A primeira negociação
A escolha dos presidentes da Câmara e do Senado, em fevereiro, será um dos primeiros testes do governo. Lula apoia a recondução de Hugo Motta e Davi Alcolumbre, que poderão enfrentar candidaturas do PL.
Para De Neque, o centro continuará decisivo. O apoio ao governo poderá variar conforme o assunto, exigindo negociação com partidos e grupos ligados ao agronegócio, à segurança pública e aos evangélicos. (Redação, João Lemes. Fonte: GZH — Leonardo Martins)
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