Rio Grande – RS – (Região Sul) – Com potência de 18,5 megawatts, o equipamento deverá operar a 60 quilômetros da costa a partir de 2029. Segundo Henrique Ilha, diretor de Meio Ambiente da Portos RS, será a maior turbina flutuante das Américas. A iniciativa, chamada Aura Sul Wind, é liderada pela JB Energy.
Antes, será necessário conhecer melhor as condições do mar. A instalação de três boias de monitoramento está prevista para o verão de 2027. Duas já chegaram ao Brasil e aguardam autorização para serem posicionadas entre 35 e 65 quilômetros da costa. Além de medir ondas e condições meteorológicas, duas delas terão equipamentos para registrar sons subaquáticos e acompanhar a presença de animais marinhos.
Trocando em miúdos
A proposta é colocar uma turbina que transforma o vento em eletricidade sobre uma plataforma flutuante de concreto. Durante os testes, os responsáveis pretendem avaliar o funcionamento, a segurança e os efeitos no ambiente. Os resultados poderão ajudar a definir as exigências para futuros projetos de energia eólica no mar brasileiro.
A produção e a pesquisa
Parte da plataforma poderá ser construída no RS. Para o diretor da Portos RS, a experiência pode abrir oportunidades para empresas, universidades e instituições ligadas ao setor. Dados coletados pelas boias também deverão apoiar pesquisadores, navegadores, pescadores e estudos sobre eventos climáticos extremos.
A convivência com a pesca
Os organizadores já iniciaram conversas com representantes do setor pesqueiro. O objetivo é compatibilizar o projeto e possíveis expansões com as atividades existentes na costa. O início dos testes ainda depende do cumprimento do cronograma e das liberações necessárias. (Redação, João Lemes. Fonte: GZH. Foto: Iberdrola/Divulgação)
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