
Caso não haja progresso nas negociações, esses 30 hospitais devem se descredenciar do IPE, pois os custos pelos atendimentos médicos estão defasados há mais de 10 anos.
Nesta semana, cerca de 30 dos maiores hospitais que prestam serviço ao IPE Saúde estiveram reunidos em Porto Alegre. Eles conseguiram suspender por 30 dias uma portaria que trazia uma série de normas prejudiciais a essas entidades, envolvendo medicamentos obrigatórios e honorários médicos.
Obs. Esses 30 hospitais são responsáveis por 80% do atendimento pelo IPE no RS
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IMPOSIÇÃO – Essa imposição aos hospitais sobre a remuneração dos prestadores representa um impacto financeiro insustentável aos hospitais. Para piorar, os constantes atrasos de pagamento têm obrigado os hospitais a recorrerem a custosos empréstimos para honrar os seus compromissos. A falta de reajustes, mesmo com os aumentos inflacionários que atingem todo o setor de saúde, é outro grave problema que o IPE não vem considerando nas negociações.
O IPE saúde é responsável pela assistência médica e hospitalar de mais de um milhão de pessoas, entre servidores estaduais, dependentes e pensionistas.
Sobre a debandada de cirurgiões cardiovasculares
Agora pacientes com doenças cardíacas vinculados ao IPE Saúde vêm enfrentando dificuldades de atendimento com a saída de 25 cirurgiões cardiovasculares da lista de credenciados. Conforme o IPE, de 74 especialistas até então cadastrados na lista, restaram 49 – queda de 33,8%.
Em hospitais como a Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre, não há, atualmente, nenhum cirurgião do tipo ligado ao plano.



