
“Trata-se de mais um capítulo triste do desprezo pela arte, pela cultura e pela memória de uma cidade”, escreveu Jeferson Tenório, jornalista de Zero Hora.
A demolição da casa de Caio Fernando Abreu é uma vergonha e mais um capítulo triste do desprezo pela arte, pela cultura e pela memória de uma cidade. Lamentável. Protesto contra demolição da casa de Caio Fernando Abreu
A casa no bairro Menino Deus, onde morou o escritor santiaguense Caio Fernando Abreu está sendo demolida. Os proprietários do imóvel são um casal de dentistas. A demolição foi concedida pela prefeitura licença esta que comprova o descaso e o desconhecimento da importância de patrimônios culturais.

O arquiteto Flávio Flores da Costa declarou que desconhecia a história do imóvel. Ainda que o movimento chamado Salva a Casa de Caio Fernando Abreu, integrado por artistas e amigos, tentasse impedir a venda da casa, em 2010, ela acabou sendo leiloada. A memória do escritor conta também com a Associação Amigos de Caio Fernando Abreu, presidida por Liana Farias.
Caio Fernando é um dos maiores escritores do país. Escreveu inúmeros livros, entre romances, contos e peças de teatrais. Foi patrono da Feira do Livro de Porto Alegre e vencedor do Prêmio Jabuti. Com uma contribuição dessas e tudo que sua escrita pode nos oferecer em termos de literatura e humanidade, era de se esperar do poder público um reconhecimento dessa importância para os porto-alegrenses. Creio que, num país que leva a sério a memória, uma casa dessas já teria se tornado um museu ou um centro de cultura e educação.



