(João Lemes)
Há muito a droga assombra as famílias na região. Não escapam nem as cidades menores que antes só tinham o álcool como problema. Hoje se tem uma variedade que vai desde a velha maconha até a terrível cocaína, sem esquecer das ditas “balas” e de um bagaceira chamado crack – barato e danoso-.
O reflexo do crescente consumo se vê nas prisões feitas quase todos os dias; se vê nos presídios lotados (alguns criminosos aguardam nas próprias viaturas por mais vagas nas cadeias). Em Santiago um presídio considerado modelo nunca esteve tão cheio, e também por mulheres. Estas ocupam o lugar dos maridos e filhos na teia do crime e, mais tarde, acabam presas também.
E dizer que a polícia não age é tolice. Ela faz sua parte; a justiça também. Quem não faz é o governo. Ele não dá educação adequada e nem consegue recuperar quem cai na cadeia. Assim, o delinquente sai e volta, sai e volta. Quase a totalidade dos crimes é cometida por reincidentes e quase na totalidade de roubos, furtos, mortes e brigas a droga está no meio.
É deprimente para os familiares e sociedade ver jovens de 18 anos e até de menos idade andando pelas ruas de posse das drogas. A polícia os aborda e por vezes os leva para a delegacia. E só. Já não nos resta quase nada, a não ser torcer que lá adiante alguém desista do vício ancorado pela família ou por alguma instituição.
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A polícia (Civil e setor de inteligência da Brigada) cumpriu mandado numa casa na rua Álvaro Canabarro Tróis (bairro Missões) contra Tiago Rodrigues Ferreira (31 anos) e Ana Paula Barbosa de Oliveira (26 anos) por tráfico. No local havia crack (82 gramas) e cocaína (8,7 gramas).


