
O assunto foi levantado pejo jornalista Giovani Grizotti, o qual publicou a seguinte matéria.
Uma bem vinda, porém nem sempre aceita integração entre os ritmos de bailão e fandango começa a ganhar corpo em entidades tradicionalistas da Região Metropolitana de Porto Alegre: a união entre grupos de música regional e de bandinhas. No dia 7 de junho, o CTG Pousada da Figueira, de Porto Alegre, exemplo de inclusão e sustentabilidade, promove baile com o Musical JM (do hit ‘Pegando ônibus’) e o Tchê Guri.

A integração entre os estilos também está prevista para 1º agosto na Sociedade Gaúcha de Lomba Grande, em Novo Hamburgo, com Rainha Musical, Os Monarcas, Porto do Som e João Luiz Corrêa, grupos que, juntos, somam 200 anos de história.
Queremos trazer para o galpão quem não conhece a cultura gaúcha e a entidade. Nossos alunos dos cursos de fandango estarão pilchados para mostrar ao público do “bailão” a riqueza da nossa cultura. Assim, queremos trazer mais pessoas pra dentro do CTG. Nossos galpões sempre estiveram de portas fechadas para este público, e nós temos que resgatar”, explica o patrão João Guterres.
Punição do MTG
O presidente Manoelito Savaris anunciou “procedimentos regulamentares” aos CTGs que executarem música não tradicional nos galpões. O procedimento regulamentar, segundo padrões do MTG, significa responder por processo ético.
A favor
“O mesmo povo que vai no fandango gaúcho, vai no bailão. Todos gostamos de bandinha, as bandas são mais antigas que os grupos gaúchos. E tocam nossas músicas nos bailes deles. Temos que ter respeito, não é esse o caminho. Não podemos proibir e querer separar radicalmente as culturas”, critica João Luiz. Para ele, o posicionamento do MTG pode provocar rejeição dos adeptos do bailão em relação aos CTGs.




