Dos 229 parlamentares bolsonaristas que votaram a favor do voto impresso, 129 (60%) foram reeleitos pelo sistema que criticam e desconfiam do sistema.

No dia 10 de agosto de 2021, foi submetida ao plenário da Câmara a emenda constitucional que previa a instituição do voto impresso nas eleições que ocorreram neste ano. Uma obsessão dos bolsonaristas, esse modelo de votação até venceu no placar (229 a 218), mas não levou.
Para ser aprovada, uma alteração na Constituição, como era o caso, precisaria de 308 votos, três quintos dos 513 deputados.
Levantamento do Blog do Noblat mostra que, desses 229 pró-voto impresso, 129 deputados foram eleitos em outubro. Dos bem-sucedidos, 126 se reelegeram para a Câmara, e outros três, para outros cargos (dois senadores e uma deputada distrital).
Ou seja, essas dezenas de bolsonaristas não acreditaram na urna, mas se beneficiaram do sistema que colocaram em dúvida. Alguns desses parlamentares ouvidos pelo blog argumentaram que não há qualquer incoerência e que se posicionaram pelo voto impresso como “mais uma segurança” no sistema.



