Cacequi – RS – (Região de Santiago) – “Minha filha confiou sua vida à pessoa que a conduzia. E não voltou para casa.” O desabafo é do pai de Nathalia de Campos Gossler Machado, que publicou nas redes um pedido de respostas e responsabilização pelo acidente. A jovem tinha 24 anos e deixou uma filha de três. Na publicação, ele pede preservação das provas, perícia completa e respeito às famílias atingidas.
As circunstâncias questionadas
Segundo o pai, Nathalia saiu da casa da família após receber uma oferta de carona. Ele cita relatos de que o motorista teria dirigido sob efeito de álcool e afirma que o limite no trecho, entre uma escola e a Prefeitura, era de 30 km/h. Também diz que o velocímetro ficou travado em 115 km/h após a batida e menciona uma possível freada anterior. Essas informações são apresentadas na manifestação da família e não equivalem a uma conclusão pericial sobre velocidade ou embriaguez. O pai acrescenta que duas ocupantes do outro carro ficaram gravemente feridas e que uma delas continua hospitalizada.
O pedido às autoridades
A família quer que a investigação examine a possibilidade de homicídio doloso na modalidade de dolo eventual, quando o motorista assume o risco de provocar uma mort3. O pedido depende da análise das provas e não significa que esse enquadramento já tenha sido adotado. “Não queremos condenações antecipadas. Queremos investigação séria, perícia completa, provas preservadas e aplicação da lei conforme a gravidade dos fatos que forem comprovados”, escreveu o pai.
A caminhada pela filha
Para o dia 6 de novembro, quando Nathalia faria aniversário, ele anunciou uma caminhada pacífica e convidou amigos, familiares e a comunidade. A publicação não informa horário nem ponto de encontro. “Minha filha não terá uma segunda oportunidade. Sua filhinha não terá a mãe de volta. Nossa família nunca mais será a mesma. Mas não ficaremos em silêncio”, declarou.
O acidente
Conforme a cobertura anterior do NP Expresso, a batida aconteceu na madrugada de 4 de outubro, em frente à Prefeitura. Nathalia estava na carona de um HB20, que bateu em um Cobalt. Ela foi levada em estado grave para Santa Maria e morr3u no dia 7. Outros ocupantes também ficaram feridos. Agora, é o pai dela quem recorre às redes sociais para cobrar esclarecimentos e mobilizar a comunidade por justiça. (Redação, João Lemes)
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