
Armas que não foram recolhidas e dificuldade na fiscalização são apontados como fatores que contribuíram para a morte de quase 20% das vítimas, apesar de terem procurado ajuda
Um total de 21 mulheres vítimas de feminicídio no RS em 2022, haviam procurado ajuda e obtido medidas protetivas contra seus agressores. Essas vítimas representam quase 20% do total de feminicídios no estado. Apesar de terem buscado auxílio, essas mulheres foram assassinadas, levantando questões sobre por que a medida protetiva não foi eficaz em protegê-las.
Entre os fatores apontados estão a falta de recolhimento de armas e a dificuldade na fiscalização. Muitas vezes, os agressores descumprem as medidas e continuam a ameaçar e agredir as vítimas.
A reportagem de GZH buscou entender as falhas no sistema de proteção e investigou as razões pelas quais as ameaças se concretizaram, entrevistando familiares das vítimas, sobreviventes, organizações de defesa dos direitos das mulheres, membros do Judiciário e do Ministério Público.



