
Estima-se que duas toneladas de peixes já tenham se perdido
A seca transformou em deserto a metade 50% da Lagoa do Peixe, no parque nacional em Tavares (litoral, perto de Rio Grande). Os três maiores dos oito setores da lagoa disponíveis para pesca estão só poeira. Em menos de um mês, numa área onde antes a água poderia chegar de 60cm até 1m de altura, a terra seca passou a expor redes de pesca de camarão e os restos de milhares de camarões, siris e peixes, incluindo espécies ameaçadas de extinção, como o burriquete. (A notícia e fotos são de Zero Hora)

O cenário assusta: um vento nordeste sopra forte, levantando uma nuvem contínua de poeira onde deveria ter um transparente espelho d’água. O córrego que antes ficava sob o primeiro pontilhão desapareceu.
São muitas espécies que vivem neste local e agora o cheiro de putrefação é sentido a quilômetros. São mais de 2000 pescadores liberados para atuar dentro do parque.
Prejuízos de 5 milhões para os pescadores
Presidente da Colônia de Pescadores Z11, Jair Joaquim Lucrécio, 60 anos, calcula um prejuízo mínimo de 5 milhões para os pescadores e ainda projeta uma quebra de até 90% na safra de camarão rosa, iniciada em dezembro e que deve seguir até maio. Nesta semana, ele encaminhou à Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura uma solicitação para que os pescadores possam usar a Lagoa dos Patos enquanto a do Peixe permanece seca.




