

(João Lemes) Em Santiago o ex-vice-prefeito Paulo Rosado (foto) é o trunfo da oposição para a prefeitura. Tem experiência, é boa liderança do PDT. O debate vai ser bom.
Rosado é bom, Bianchini é bom, Bonotto é bom, Vulmar é bom, desde que se entendam. Afinal, Tiago Gorski (PP) não está nem aí para as falas do vereador Gildo (PL) e desponta como o maior líder da região.

Em Jaguari, Beto Turchiello (MDB – foto) se firma contra uma oposição que não consegue fechar coligações. O mesmo ocorre em São Chico. Paulinho Salbego (PDT) pode não concorrer, mas já fez um sucessor que deve se lançar. A oposição a ele ainda não saiu das caixas.
Em Capão do Cipó, mesmo condenado, o ex-prefeito Meneghini deve ser o candidato do MDB. Para o veterano político, a vitória é mais do que o poder mão. É questão de honra.

Para o partido que aceitar Meneghini (foto) na disputa essa esdrúxula chapa mexe com os brios dos velhos caciques que terão que aceitar um condenado no poder. Mas em política, tudo pode. Pode até o prefeito Froner fechar com o PDT, seu mais ferrenho adversário.
Daqui a uns dias eu volto ao tema e falarei de outras cidades.




Prezado João!
Fico feliz de saber que teus veículos de comunicação ainda conseguem tratar de maneira imparcial o cenário político em Santiago. O diálogo é sempre bem-vindo, sendo que a apresentação das mais variadas propostas e intenções dos candidatos para a cidade deve ser levada em consideração, acima de tudo.
Contudo, não vislumbro um cenário de mudança política. Os santiaguenses (maioria) ainda têm em mente que a política tem caráter assistencialista – troca de voto por uma consulta médica, pelo material de construção para reformar a casa, pelo asfalto ou calçamento na rua, pela vaga na creche, pela vaga de emprego, entre outros…
Não existe no coletivo um desejo de transformação, de desenvolvimento no longo prazo, crescimento, em prol da comunidade como um todo.
E este Governo que se perpetua no poder sabe como fazer este tipo de política mais que ninguém, pois além de as lideranças possuírem maior concentração de renda (o que facilita muito a promoção do assistencialismo), possui lideranças espalhadas por diversos setores da comunidade… e infelizmente, esta não é a realidade apenas de Santiago, mas de várias cidades do RS.