(João Lemes) Desde o início da campanha se via que teríamos mudanças no cenário (pelo menos na corrida até agora). Isso é assim no mundo todo. De tempos em tempos o pêndulo da democracia vai para esquerda ou para direita.
Bolsonaro (PSL) aproveitou bem esse momento e fez o que muitos burocratas não conseguem fazer: falar simples para as massas e dizer o que querem ouvir.
Lançou também apelos populistas, lógico (armas, religião, morte de bandido, família) mas se apoiou no maior dissabor dos brasileiros: a ladroagem; o saque do Brasil pelas esquerdas. Este é seu ponto forte. O roubo do PT foi demais e, com medo do seu retorno, a saída para a maioria parece ser o cara que fala em honestidade.
Enquanto isso, os demais candidatos não empolgaram ninguém. Não trouxeram o fato novo, e os melhorzinhos como Álvaro e Amoedo não pontuaram nas pesquisas. Ninguém vota em rabo da canoa.
Sobre a entrevista na Record, Bolsonaro foi muito bem. Calmo como nunca, sem gritos, palavrões… Falou em União, menos impostos, negou ser perseguidor de minorias e de ter um plano para se perpetuar no poder. Encerrou dizendo o que pode decidir a eleição: “Se o PT ganhar, ele vai destruir a nossa Pátria”.
Por fim, resta dizer que Zé Dirceu e Palocci ajudaram o PT a morrer pela boca, sem falar do ex-presidente preso, o que é uma vergonha para a nação.
Dito isso, no segundo turno (acredito que tenha), será uma briga de foice porque o PT nunca recusou apoio de quem quer que seja. O que vai dar no final? Veremos…
Em tempo – Analisei e concluo que Bolsonaro não tinha mesmo condições de saúde de ir ao debate da Globo. Uma boa eleição a todos.



