
Na semana passada Santiago e o Rio Grande perderam o compositor Sadi Machado. O jornal Expresso de hoje traz quatro páginas de sua história.
(por João Lemes) O mais incrível é que o Sadi era um estóico sem saber. Pera lá, já explico: Estoicismo é uma doutrina filosófica surgida na Grécia Antiga, que preza a fidelidade ao conhecimento e o foco em tudo aquilo que pode ser controlado somente pela própria pessoa. O estoicismo propunha que os homens vivessem em harmonia com a natureza (e consigo próprios, com a humanidade e com o universo). O estóico é o homem que permanece inabalável perante uma desgraça. Que se sente conformado, resignado. perante o sofrimento. Que aceita os desafios da vida com naturalidade e leveza e nunca perde o prazer em viver.
A história grandes líderes que foram estóicos, como o imperador romano Marco Aurélio (ele pregava a busca da tranquilidade, pela aceitação dos sofrimentos. Acreditava que o ser humano era formado por corpo, alma e mente). Sêneca também foi um grande filósofo estóico durante o império romano.
Sadi, filósofo campeiro
Para ser filósofo não é necessário ser letrado. Basta ter mente, sensibilidade, e conhecimento sobre algo. Então, à sua maneira, Sadi Machado foi poeta e filósofo. Falava do viver campesino, da vida pelos bolichos… retratava a pobreza sempre com graça. Fazia piada da própria sorte com seus causos.
Obra fica, obra se vai
E quando falamos que o homem foi e a obra ficou, de fato herdamos seu legado, porém, lamentamos ao saber que muita coisa ele levou, pois escrevia pouco de tudo aquilo que sua mente criava. VEJA MAIS



