
Especialistas observam pacientes com novos testes positivos em até 45 dias ou menos, mas sintomas costumam ser leves
Altamente transmissível, a variante Ômicron vem dando origem a diversas subvariantes, desafiando especialistas a desvendar o tempo de imunidade do organismo pós-infecção e também o impacto na ação das vacinas.
A infectologista Rosana Richtmann, da Sociedade Brasileira de Infectologia lembra que a gente imagine uma árvore, cujo tronco é a ômicron. Cada galho representa uma variante, e deles partem ramificações. Um galho pode ser muito parecido com outro, mas não igual. Daí a possibilidade de um indivíduo ser exposto a uma subvariante diferente e se reinfectar em breve período 45 dias.
Considera-se plausível acreditar que se trata da chamada imunidade cruzada. A pessoa é exposta ao vírus A, muito parecido com o vírus B, e o sistema imunológico o reconhece, de certa forma, e o combate: “Não sei exatamente quem você é, mas estou te reconhecendo”.
“Esses pacientes que estão se reinfectando em curto tempo têm quadros clínicos leves, para a imensa maioria das pessoas”, destaca a médica.



