Há poucos anos um assunto tomou conta das rodas de prosa na região. Eram os advogados que receberam ações da AES Sul e não haviam repassado a seus clientes. Os casos eram vários, envolvendo advogados e produtores rurais de Santiago e de São Francisco. Tudo acabou na delegacia, só não se sabe se a Justiça ou a OAB deu alguma punição aos infratores.
Obs. Ainda em 2011, quando o assunto surgiu, o ex-presidente da OAB de Santiago se manifestou dizendo que: “Basta fazer a denúncia na OAB que tudo será analisado pelos demais advogados”. (Marcelo Noronha)
Agora surge outro
caso em Jaguari
Um senhor registrou que em 2012 ingressou com uma ação contra a AES Sul por falta de energia nas estufas de fumo. Ele contratou um advogado e não soube mais sobre o andamento do processo. Em agosto de 2016, tomou conhecimento de que a Justiça havia lhe dado ganho de causa e que o advogado teria sacado 12 mil e 821 reais ainda em 2014, e no ano de 2015 mais 33 mil e 642 reais, já que eram duas ações distintas. Ele só ficou sabendo que havia ganho a causa porque outra advogada consultou o seu processo.
Pagou só um pouco
O comunicante destacou que o advogado não lhe informou sobre a decisão e que após descobrir a verdade, falou novamente com ele, o qual confessou ter se apropriado dos valores, mas se comprometeu a pagá-los tendo assinado duas promissórias. Uma foi quitada e a outra, que venceu no dia 15 de outubro, até o momento não foi paga.
Obs. É bom dizer ainda que quando surge um nome de advogado na imprensa por coisas irregulares, eles vão correndo à Justiça dizer que ninguém pode tocar em seus nomes, como e as leis fossem feitas só para os outros.
“A advocacia não é profissão para covardes. Esta é uma das frases mais proferidas por bacharéis ao receberem a tão sonhada carteira da Ordem dos Advogados. Na prática, infelizmente, alguns trocam o compromisso de honrar a defesa social pelo auto (e alto) lucro fácil e desprovido de esforços.”
(Nelci Gomes – Escritora e bacharel em Direito; aluna de Pós-graduação pela UFBA)



