Agnissa Carvalho: ela vive a profissão de seus sonhos

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Santiago – Em entrevista ao programa “Terça da Educação”, Agnissa Pereira Carvalho afirmou que só teve a vontade de ter uma profissão na vida: a de professora. Desde criança brincava com quadro de giz e dava aulas imaginárias. Essa foi a primeira etapa de sua formação como educadora. Cursou magistério e mais tarde, se formou em Pedagogia, e pós-graduou em Gestão Planejamento, Gestão Escolar e Psicopedagogia. Na vida adulta, encontrou um companheiro que dividia com ela essa mesma paixão por ensinar, o professor Mário Carvalho. O casal sempre foi amado pelos alunos e isso se mostrou algo muito forte quando os dois acabaram sofrendo juntos um grave acidente. Foram atropelados por um carro na contramão enquanto atravessam uma faixa de segurança. A pessoa fugiu sem prestar socorro e nunca se manifestou ou pediu desculpa. Desse acidente, os dois tiveram várias lesões. Agnissa ficou muito tempo sem caminhar, conseguindo mais tarde andar de muletas, mesmo enfrentando muitas dores. Mesmo assim, nunca deixou faltar o sorriso e o encantamento de estar em sala de aula, toda vez que se dedicava aos seus alunos.

Professora, mãe que é pura empatia
Agnissa que também é mãe da Lara e do Ângelo relata brinca que já trabalhou em quase todas as escolas, relatando sua passagem pelo Medianeira, onde ficou 12 anos; pela Apae, que lhe permitiu ter um olhar de compreensão em relação às crianças com necessidades especiais; pela Sebastião Colpo, na Severino, enfim, foram várias. Até que se encontrou na Educação Infantil, após realizar concurso. E é nessa etapa da educação que ela está.

Uma trajetória e tanto!

Agnissa é atualmente diretora da EMEI Bem-Me-Quer, localizada no bairro Belizário (porém afastada por tratamento de saúde). Com cerca de 100 alunos e uma equipe de trabalho de 20 pessoas, é uma escola que oferece uma excelente estrutura, que teve sua ampliação inaugurada há poucos anos.

Educação: é preciso encantar

Para Agnissa, trabalhar com educação é muito desafiador, pois as crianças precisam ser conquistadas. Aquilo que dava certo há alguns anos, já é diferente hoje em dia. E isso varia de uma turma para outra. “Precisa ter bastante criatividade e jogo de cintura. “Eles botam a gente no bolso, pois são inteligentes e não podem ser subestimados. Se procurar envolver os alunos a partir de um assunto que eles gostem, pronto, é assim que se conquista”. Para Agnissa, a educação tradicional já não encontra o mesmo resultado se não se atualizar nas fórmulas e no conteúdo. “Os alunos tem opinião, estão atentos, então é preciso ter insights para envolver. Os que instigam são os que mais aprendem”.

Sobre sua experiência como gestora da EMEI Bem-Me-Quer, Agnissa diz que é um trabalho que exige muito e pelo qual ela se dedicou ao máximo. “Eu só não estava pensando e trabalhando pela escola quando estava dormindo”, brincou.

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