
O governo Lula e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP) se articularam para entregar a 219 deputados novatos o direito de definir onde devem ser aplicados 3 bilhões do orçamento federal. Cada parlamentar terá direito a uma bolada na casa dos 13 milhões. Com o agrado, o governo pretende assegurar votos para propostas de seu interesse no Congresso.
Por lei, os deputados que estão chegando agora não teriam direito de direcionar recursos do orçamento de 2023 para suas bases. Isso porque o orçamento foi elaborado no ano passado, quando não haviam ainda assumido o mandato.
“Se o governo estivesse forte, poderia não dar para os novos. Mas tem uma reforma tributária, não dá para pagar para ver. Se não for esse valor, uma parcela significativa vai ter”, disse o deputado Jilmar Tatto (PT-SP), escancarando o acordão.



