A doença causa esquecimento, e dar essa informação ao paciente pode resultar em repetição constante, devido à perda de memória.
Neurologistas enfatizam a autonomia do paciente e a importância de considerar o estágio da doença para decidir sobre a revelação do diagnóstico.
Em estágios iniciais, o paciente pode participar do tratamento. Mas em fases avançadas, ele pode não se dar conta dessa sua condição. Tornando questionável a necessidade de informá-lo repetidamente.
Neurologistas como Wyllians Borelli e Alessandro Sousa sugerem abordagens diferenciadas baseadas no estágio da doença e na capacidade do paciente de compreender seu estado.
A comunicação com familiares e a consideração dos benefícios e riscos de informar o diagnóstico são cruciais. A decisão de informar o paciente deve levar em conta o potencial benefício ou sofrimento que a informação pode causar.

O desafio de lidar com a doença
A história de Neusa Apparecida Correa Elias ilustra o desafio de lidar com o Alzheimer. Após diagnóstico confirmado, sua família optou por não mencionar a doença para evitar sofrimento.
A experiência destaca o impacto emocional no paciente e na família, ressaltando a complexidade da doença e a necessidade de abordagens cuidadosas e personalizadas no tratamento e na comunicação do diagnóstico. (GZH)
“O mais importante é levar em consideração que o paciente tem autonomia, e a gente está atendendo o paciente. Como médico, eu coloco isso acima de tudo: o que o paciente deseja.
Se começarmos a investigar perda de memória e isso se encaminhar para Alzheimer, o paciente tem que decidir se quer saber”, afirma Borelli, considerando os diferentes estágios da doença e a variação na capacidade de compreensão.
Se for moderado ou avançado (e, consequentemente, com perda de memória mais séria), começo a me questionar que benefício o paciente tem. Isso gera muito sofrimento – complementa.
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