
(por Juliana Bublitz – ZH) Se as projeções do secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, estiverem certas, o governo fechará as contas do ano com saldo de R$ 4 bilhões. Esse dinheiro ainda será usado para cobrir despesas e não ficará “sobrando”, mas é uma boa notícia. A última vez em que houve superávit orçamentário foi no período foi em 2009, penúltimo ano de gestão da governadora Yeda Crusius (PSDB). Desde então, o Estado gastou além do que devia, sem trégua.
O resultado atual é fruto de uma virada. Para começar, a arrecadação cresceu acima do previsto em 2021. Isso ocorreu devido à escalada da inflação, à venda da CEEE-D e ao trabalho da Receita Estadual.
Na outra ponta, as reformas de 2019 e 2020 ajudaram a conter o avanço descontrolado das despesas, que cresciam no piloto automático.
Esse cenário permitiu ao governador Eduardo Leite voltar a pagar compromissos em dia, zerar passivos e ampliar investimentos.
O tão falado regime de recuperação fiscal vem aí. Serão nove anos com limitações e regras duras, mas o desafio que se descortina ao Estado vai muito além de manter o equilíbrio conquistado a duras penas.



