
Os escanteados de Bolsonaro
(por Araponga) Estava tudo certo e não tinha como dar errado, mas parece que deu. O senador Heinze (PP) pegou rabo de foguete na cola de Bolsonaro. Marcelo Brum, idem. Só que no meio do caminho brilhou a estrela Onyx, atual ministro do trabalho, coringão do presidente. Resumo da missa: Bolsonaro foi para o PL e todo mundo vai atrás. Todo o mundo menos Marcelo Brum (persona non grata no partido).

Dizem que é o dono do partido no RS, o Cherini, que não deseja ver o santiaguense no ninho bolsonarista. Mas o esquema é outro. Quem não quer o Brum no PL é o próprio Onyx. Essa é lição que eu tiro, uma vez que vira e meche e ele assume de deputado. Caso o Brum fosse tão bom assim, por que o Bolsonaro precisaria de um coringa?
Estou esquecendo e alguém, ah, o nosso Heinze. Ele fez e aconteceu por Bolsonaro. Tomou até cloroquina, porém o presidente fez “um deixa”; desistiu de apoiá-lo para o governo do Estado, preferindo seu sempre mimoso Onyx Lorenzoni. Viram? Tinha tudo para dar certo, só que no meio houve um contra mogango e se foi o boi com a corda. É, a política é uma arte. Não serve para tupiniquins.
Chupim no ninho em São Chico
Não é de agora que o vereador Nilo Santos (PP) tem desavenças com os companheiros de partido. Para a maioria, ele é considerado um chupim no ninho. Nessa semana o Nilo deitou a lenha no hospital, sabidamente administrado por gente do PP, e muito bem administrado. A rusga interna é pela escolha de quem vai disputar a Prefeitura na próxima eleição. A seguir assim, o Nilo será apenas um rio que passará na vida do PP.




