

(por Araponga) Neste dia 6, o senador Heinze (PP) fará uma live com a jornalista e secretária estadual Ana Amélia Lemos*, deputada Silvana Covatti, o presidente do PP, Celso Bernardi, Elisete Moretto e Bruno Tetê. O tema: Mulher negra, a sociedade e a política. O senador teria mil motivos para não fazer essa live. Os motivos são os mil temas que há diferentes deste.
*Ana Amélia foi a que segurou um relho provocativa dizendo que era o símbolo do gaúcho. Símbolo do gaúcho, ex-senadora, é caráter e humanidade, não incitação à violência para ganhar votos.
Mas voltando à live
Vejam só: serão quatro descendentes de alemãs debatendo sobre a mulher negra. Tendo uma única negra (com características brancas) e um negro. De milhares de lives que o Heinze podia se meter, escolheu a pior pra estar.
Tudo o que não presta? Quem que presta, os políticos? Os que pegam dinheiro errado pras campanhas?
Ainda mais que ele foi o que disse certa vez, quando ainda era deputado, que em certo lugar havia quilombolas, índios e homossexuais, “tudo o que não presta”.
Só que, falar nisso deve soar como elogio para ele, visto que elegeu-se senador com muito mais voto. Quer saber o que penso? Está aí a prova de que seguimos mais racistas e homofóbicos do que nunca. Revejam o vídeo.



