Artigo: O planeta pede socorro

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O problema é de todos nós!

*Enviado pela leitora Silvana Aparecida de Souza Côgo- Santiago/RS

Diante do cenário que estamos vivendo, gostaria de deixar aqui o registro da minha reflexão.

O planeta pede socorro…O que temos visto ultimamente é um cenário desolador, por muito parecia uma realidade distante da nossa, quando os meios de comunicação mostravam a nossa querida Amazônia em chamas, o desmatamento que vem ocorrendo desde muitos e muitos anos e que por ora se acentua em grande proporção, quando vemos o nosso Cerrado brasileiro sendo destruído também pelo desmatamento e pelas queimadas, pensávamos “mas é lá na Amazônia, o Cerrado é no Centro Oeste em partes das regiões Norte, nordeste e Sudoeste do pais.”

Mas o problema é de todos nós, viemos passando por muitas tristezas e dificuldades e mesmo assim não paramos para refletir e mudar nossas atitudes…Estou registrando aqui tristeza e preocupação diante do que estamos atravessando em todo o planeta, mas quero ser mais precisa principalmente nos países vizinhos Uruguai, Argentina, no nosso querido Rio Grande do Sul e principalmente em nossa região Centro- Oeste do estado.

Quando conversamos com pessoas da nossa cidade e de cidades vizinhas que nos contam o que estão vivendo, não tem como não nos compadecermos, a tristeza de perder quase tudo … E não há quem não esteja passando por essas aflições.

São os pequenos, os médios, os grandes pecuaristas, agricultores, e nós consumidores, pois dependemos uns dos outros para obtermos condições de sobreviver, é o giro da economia, da alimentação, etc.

O pessoal que tem como fonte de renda o que produz na pequena propriedade está “desesperado”, quase sem recursos, tanto financeiro, como de água para manter suas atividades, dependendo muitas vezes somente do poder público prestar ajuda, levando um pouco de água para que tenham mínimas condições de se manter por lá…

Não tem como deitarmos e dormirmos tranquilos sabendo que nossos ermanos argentinos estão com suas propriedades em chamas, o Uruguai chega a uma temperatura de quase sessenta graus, quando nossa vizinha São Borja sofre com um incêndio de tamanha proporção fazendo com que em pouco tempo, vire em cinzas os campos, a vegetação e um patrimônio que levou um bom tempo, muita dedicação e trabalho para estar em pé, o qual gera emprego e renda para muita gente que dele necessita.

Mas o que mais dói e impressiona é saber que muitas pessoas próximas e amigas também passaram por isso, na nossa querida terra de Unistalda e a vizinha Itacurubi. Por isso quero deixar um apelo aqui para todas as pessoas, autoridades políticas, prefeitos, vice prefeitos, secretários, vereadores, defesa civil, escolas, professores, alunos, pais, funcionários, igrejas, organizações, religiosas, grandes e pequenos produtores, enfim, para todas as pessoas: ainda dá tempo de fazermos alguma coisa e assim deixarmos uma natureza sustentável também para as futuras gerações.

Assim como nós nos mobilizamos para apagar as chamas, podemos nos mobilizar coletivamente e mudar nossas atitudes, fazendo com que a natureza seja respeitada e preservada; se cada um de nós assim o fizer e cobrarmos das autoridades competentes que tenham a responsabilidade de preservar de verdade, não será mais preciso apagarmos tantas chamas depois de tudo estar perdido em cinzas!

Vamos preservar a natureza em nossas propriedades, sejam elas grandes pequenas ou medias, para quando a seca chegar as nascentes tenham condições de manter um pouco da capacidade da vasão de água, para não vermos os animais agonizarem e as vezes até morrerem de sede.

 Vamos deixar as matas nativas em pé, as matas ciliares em quantidades suficientes nas nossas nascentes; é claro, sem esquecer da nossa Amazônia, que regula boa parte da precipitação das chuvas no pais e nos países vizinhos; também o Cerrado, conhecido como ”caixa d´água do Brasil”, que abastece várias bacias hidrográficas do Brasil.

Por mais que pensemos: “isso não vai solucionar o problema em cem por cento”, ainda assim, teríamos a convicção de que com a natureza preservada, boa parte das nascentes que hoje estão secas, teriam condições de manter um mínimo da vazão de água; isso já ajudaria muita gente que hoje clama por um pouco de água para suas atividades, suas plantações e principalmente os animais.

“São as árvores que transferem umidade do solo para a atmosfera através do processo de fotossíntese, a planta puxa a água do fundo da terra e joga essa umidade na atmosfera, ajudando a formar nuvens e um clima propício para as chuvas.”

“Destruição do Cerrado compromete toda rede hidrológica do pais”, dizem os ambientalistas.

*Formada em Ciências da Natureza pelo Instituto Federal Farroupilha – Jaguari

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