Rio Grande – RS – (Região Sul) – O furto de cargas de soja voltou a tirar o sono dos caminhoneiros que tentam acessar o porto do município. Quadrilhas organizadas estão aproveitando o momento em que as carretas reduzem a velocidade nas curvas ou formam filas no asfalto para abrir as tampas dos veículos. O grão acaba derramado na pista para ser recolhido depois, gerando prejuízos pesados e perigo na rodovia.
Prejuízo direto no bolso
O motorista Diego Senna, que lidera o sindicato da categoria, conta que o receio é geral durante o período da safra. Segundo ele, os criminosos agem rápido e conseguem fazer o trabalhador perder até 10 toneladas de grãos em uma única investida. Para piorar a situação, esse prejuízo muitas vezes acaba sendo descontado do próprio caminhoneiro, que não tem culpa nenhuma pelo ataque.
Valor comercial vai para o chão
A polícia e a Polícia Rodoviária confirmam que o crime acompanha o calendário agrícola. Quando a soja cai no chão e se mistura com a sujeira e a umidade da estrada, ela perde o valor de mercado e só serve para ração animal. Os números da polícia apontam que já ocorreram oito casos parecidos de janeiro até agora, mostrando que o problema é crônico na região.
Recomendação é usar cadeado
As autoridades orientam os motoristas a usarem travas e cadeados reforçados nas tampas das carretas para evitar os saques. Outro conselho importante é não parar na rodovia por medo de assalto e seguir até um posto seguro para avisar as equipes de socorro e registrar a ocorrência. Como diz o ditado, “seguro morreu de velho”, e todo cuidado é pouco na hora de descarregar.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH e Polícia Rodoviária
Acompanhe o NP pelas redes sociais:
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso



