
Foram 18 mil consultas em 2022, o triplo do registrado há cinco anos. BM garante isenção e sigilo, enquanto associação afirma que modelo cria barreiras
A Brigada Militar mantém um departamento com médicos, terapeutas e grupos de apoio para profissionais que passaram por momentos de confronto. O serviço de saúde mental da BM é composto por 37 especialistas para atender os 17,2 mil PMs, sendo o maior contingente já registrado.
Em 2022, foram realizados 18,6 mil atendimentos, o que representa um aumento de 15% desde a última contratação. No entanto, alguns soldados relatam sentir-se inibidos em relatar suas angústias aos psiquiatras militares, que são oficiais de patente mais elevada do que a categoria dos praças.
Cinco dos 11 psiquiatras da BM são militares, e a perícia que define se o brigadiano deve ser afastado é exclusivamente feita por psiquiatras militares.
A BM pondera que é seguido um regramento, e há possibilidade de troca de quem atende para os que não sentem confiança no diálogo com o integrante de camada superior. A ética profissional é respeitada, com prontuários de acesso restrito às equipes médicas.

A falta de investimento em recursos de saúde mental tem levado a um aumento de problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade, e alguns policiais até tiraram suas próprias vidas. O artigo relata sobre uma nova iniciativa chamada “Anjos” que treina pessoas comuns para fornecer suporte entre pares para aqueles que lutam contra problemas de saúde mental.
Além disso, espera-se que a próxima rodada de recrutamento inclua várias posições para psiquiatras e psicólogos. O artigo também inclui relatos pessoais de ex-policiais que enfrentaram problemas de saúde mental e estão falando sobre a necessidade de mudanças. (GZH)



