O ministro do Tribunal de Contas da União enviou mensagem falando sobre “movimento forte nas casernas” e “conflito social”

O jornalista Daniel Scola (Zero Hora) escreveu que esse áudio será grande a humilhação aos tribunais. Mas eles parecem não se incomodar.
“As indicações políticas aos tribunais são nocivas para o julgamento de processos. Como essas indicações são um método antigo, não há muito questionamento público. Mas político não é técnico.
Existem inúmeros técnicos capazes nos tribunais para desempenhar esse papel. Político tem que permanecer no lugar para o qual foi eleito. No caso do ministro Nardes, ironia: a indicação dele se deu em 2005, em pleno governo Lula, mas cabia ao PP (partido de Nardes) a indicação.
Nada pode ser menos técnico e retrógrado na política do que dar ao partido a primazia de indicação para um cargo.
No site do TCU, Augusto Nardes aparece com a seguinte mensagem: “…desempenhando com independência (…), cumprindo e fazendo cumprir a Constituição Federal e as leis da Nação, notadamente no que diz respeito à fiscalização e ao controle externo dos recursos públicos de competência da União”.
Ao ministro, uma lembrança: “Cumprir a Constituição” significa respeitar o resultado da eleição e a preferência de mais de 50% dos eleitores contrários a sua preferência. Augusto Nardes, como cidadão, pode ter a opinião que quiser sobre política. O ministro, porém, que vai julgar processos, precisa ser isento. Nardes é o exemplo acabado de que as indicações não podem ser políticas”, disse o jornalista em sua coluna de Zero Hora.



