
Prefeito de Bagé defendia o relho contra corrupto
O Ministério Público ajuizou ação por improbidade contra o atual prefeito Divaldo Lara (PTB) e uma ex-servidora comissionada. Segundo a investigação, a mulher, com quem o prefeito tem um filho, foi nomeada para o cargo de coordenadora de posto de saúde em 2017, mas não comparecia para trabalhar.

Em sua defesa, o prefeito alegou que os serviços para os quais ela recebia eram prestados em uma casa de passagem em Porto Alegre, cuidando de doentes. Porém, a partir do afastamento do sigilo dos registros telefônicos da demandada, foi verificado que ela esteve em raras ocasiões no local indicado.
Para o Ministério Público, isso demonstra que a ex-servidora recebeu regularmente sua remuneração e demais vantagens sem desempenhar os serviços.
O Ministério Público quer a condenação do prefeito para ressarcir os danos, a suspensão dos seus direitos e a aplicação de multa. A ex-servidora também pode sofrer duras penas.
O relho contra corrupto
Denunciado por diferentes crimes, entre eles fraude em licitação, desvio de verbas e organização criminosa, o prefeito Divaldo Vieira Lara (PTB) já foi afastado por 180 dias em 2019.
Em 2018, durante a caravana do ex-presidente Lula, Divaldo afirmou que “Lula e a sua quadrilha tiveram em Bagé aquilo que mereciam ter em todas as cidades deste país. Em Bagé se trata corrupto com relho, se trata corrupto desta forma”.
Quando Mourão visitou a cidade, Divaldo Lara lhe entregou um relho como símbolo contra a corrupção.



