
São Vicente – As irmãs Karine e Bianca Braibante Flores protagonizaram uma linda história de amor e superação em família. Bianca foi a barriga solidária da irmã que já havia perdido três filhos prematuros em função de um problema no útero.
A dor de perder três filhos e a superação
Karine Flores, a mais velha de cinco irmãos da família Flores, sempre teve o sonho de ser mãe. Em 2008, engravidou pela primeira vez e, com 21 semanas de gestação, de forma prematura o bebê nasceu sem vida. Em 2010, ela teve a segunda gravidez, e, mais uma vez, iniciou o trabalho de parto com 27 semanas. Teve parto normal, porque havia chances de a criança sobreviver à prematuridade, mas infelizmente ela também nasceu sem vida.
Foi então que ela descobriu que tinha a Incompetência Istmocervical (quando o colo do útero apresenta uma abertura, que resulta no parto prematuro). Karine procurou bons médicos, e em 2019 a terceira tentativa também falhou. Com 23 semanas de gestação, a bolsa se rompeu onde nasceu um menino chamado Bento. Ele foi encaminhado para a UTI, mas após 40 dias ele não resistiu e faleceu.


O apoio da família
Karine contou que foram momentos de muita dor, mas sempre buscou muita força e teve o apoio da família, a qual é muito unida. Foi quando a irmã caçula Bianca, que é muito ligada à Karine, decidiu que poderia ser a barriga solidária. Karine e o marido toparam e fizeram o procedimento de inseminação in vitro.
Relação com o companheiro
Bianca relatou que o marido Breno Lutz lhe apoiou desde que ela tomou a decisão até a hora do parto e tinha certo medo de se apegar a criança e não passava muito a mão na barriga dela. “Eu achei supernatural, porque ele não é irmão da Karine”, explicou Bianca, revelando que agora quer realizar o seu sonho de ser mãe.

A pequena Mariana Flores Machado nasceu no dia 14 de fevereiro. A mãe Karine, sem saber descrever a sua felicidade, apenas destacou que quando a menina crescer e conhecer a sua história terá muito orgulho da tia, por todo esforço para trazê-la ao mundo. Este tipo de procedimento no Brasil somente é permitido com parentes de, no máximo, até o 4º grau.



