
O ex-presidente usou a Caixa Federal como estratégia para tentar derrotar Lula, resultando em um calote bilionário para o banco.
Através de duas medidas provisórias, Bolsonaro concedeu empréstimos a populações específicas, porém não garantiu o retorno do dinheiro emprestado.
- A primeira medida criou uma linha de microcrédito para pessoas negativadas, resultando em empréstimos no valor total de R$ 3 bilhões. No entanto, a inadimplência desse programa atingiu 80%, ou seja, a maioria dos valores emprestados não foi pago. A Caixa foi a única instituição a se envolver no programa, embora qualquer banco pudesse participar.
Parte do rombo financeiro poderá ser coberto com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), estimando-se a utilização de R$ 1,8 bilhão do FGTS, além de R$ 600 milhões a serem complementados pela Caixa.
A segunda medida provisória permitiu empréstimos consignados para beneficiários do Auxílio Brasil, totalizando R$ 7 bilhões e meio liberados entre o primeiro e o segundo turno das eleições.
Porém, com uma revisão nos devedores, mais de 100 mil pessoas foram excluídas do programa Bolsa Família, e o pagamento das parcelas do crédito tornou-se incerto.
As medidas adotadas por Bolsonaro resultaram na queima de reservas do banco, diminuindo significativamente o índice de liquidez de curto prazo da Caixa Federal. O ex-presidente do banco, Pedro Guimarães, envolvido em denúncias de assédio sexual e moral, suspendeu os empréstimos para negativados após as acusações.
Até o momento, o ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e o advogado de Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten, não se manifestaram sobre o assunto. (Carta Capital)



