
O presidente publicou vídeo em que se defende das acusações relacionadas à vacina Covaxin
No vídeo, Bolsonaro rebate acusações de corrupção e defende ministros. O material foi publicado às 2h da manhã. Ontem, o presidente afirmou que não sabia o que ocorria nos ministérios. Hoje, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra, deu uma nova versão sobre o caso e disse que o ex-secretário do ministério da Saúde, Élcio Franco, analisou e aprovou o contrato da Covaxin.

Estourou em Pazuello
O líder do governo no Senado, senador Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou na CPI da Covid que a data em que o presidente Bolsonaro pediu ao então ministro Eduardo Pazuello apuração sobre eventuais irregularidades no contrato da vacina Covaxin foi o dia 22 de março. No dia seguinte, 23 de março, a exoneração de Pazuello foi publicada no “Diário Oficial da União”.
O contrato de 1,6 bilhão
O contrato de compra de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin ao preço de R$ 1,6 bilhão pelo governo brasileiro é o novo foco da CPI que investiga irregularidades cometidas na gestão da pandemia. Esta foi a vacina mais cara encomendada pelo governo brasileiro, ao preço unitário de R$ 80,70. E o negócio foi fechado com velocidade atípica, em 97 dias, em comparação a 330 dias para a assinatura de contrato com a Pfizer.
Senadores pedem ao STF inquérito contra Bolsonaro pelo crime de prevaricação
Randolfe Rodrigues (Rede), Fabiano Contarato (Rede) e Jorge Kajuru (Podemos) apresentaram uma notícia-crime contra o presidente. Agora, cabe ao Supremo decidir se pede uma investigação formal para a Procuradoria-Geral da República ou para a Polícia Federal. Também nesta segunda-feira, a CPI da covid fez seis requerimentos para investigar a atuação do governo para comprar a vacina chinesa Convidecia.



