
O ex-presidente negou sua participação em uma eventual tentativa de golpe e afirmou que sempre jogou dentro dos limites da Constituição. Essas declarações foram feitas durante uma sessão no Senado Federal.
Bolsonaro questionou onde está escrito que ele tramou um golpe e ressaltou que é acusado de preparar um golpe desde o primeiro dia de seu mandato. Ele também destacou que qualquer autoridade que tenha ajudado a evitar uma ditadura no Brasil deve ser questionada sobre como e onde interferiu.
No dia seguinte, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou o julgamento de uma ação que pode tornar Bolsonaro inelegível. A ação, que está em sigilo, investiga a conduta do ex-presidente durante uma reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, na qual ele levantou suspeitas sobre as urnas eletrônicas sem apresentar provas e atacou o sistema eleitoral brasileiro.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) defendeu a inelegibilidade de Bolsonaro, alegando que seu discurso de desconfiança nas eleições afetou a convicção de parte da população na legitimidade dos resultados das urnas.
Quando questionado pela imprensa, Bolsonaro afirmou que a indicação de Cristiano Zanin para uma vaga no Supremo Tribunal Federal é “privativa” do presidente Lula. Bolsonaro mencionou que sua indicação de um ministro para o STF também gerou reclamações, referindo-se a André Mendonça, que levou cinco meses para ser avaliado pelos senadores na CCJ. (Correio do Povo)



