A presidente Dilma ligou para o presidente da Indonésia nesta manhã. Mas não adiantou. O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira (foto), 53 anos, será um dos seis réus executados na Indonésia no próximo domingo. Ele foi condenado em 2004 por tráfico de cocaína, depois de ser detido em 2003, ao tentar entrar pelo aeroporto da capital indonésia, Jacarta, com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa-delta. Além de Marco, o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte também está detido no arquipélago do Sudeste asiático por tráfico de cocaína e também aguarda no corredor da morte.
O método de execução não mudou desde que o decreto de pena de morte foi assinado pelo primeiro presidente do país, em 1964. O réu é acordado no meio da noite e vendado. Perguntam ao prisioneiro se ele quer permanecer em pé, sentado ou deitado quando o pelotão de fuzilamento efetuar os disparos. A Indonésia tem leis rígidas em relação às drogas e geralmente executa traficantes. Mais de 138 pessoas estão esperando a execução, a maioria por esse tipo de crime. Um terço deles é estrangeiro.


