
O presidente insinuou que coronavírus teria sido criado em laboratório chinês e classificou pandemia como “guerra química”
Na quarta (5), o presidente voltou a fazer ataques à China, indicando que o coronavírus teria sido criado em laboratório. Chegou a classificar a pandemia como “guerra química”, e mais tarde disse que foi mal interpretado.
O diretor do Instituo Butantan, Dimas Covas, classificou que a fala de Bolsonaro contém “inúmeras inverdades” que vão contra o relatório produzido pela OMS a qual descarta a hipótese de o vírus ter sido fabricado em um laboratório chinês.
Na avaliação de Dimas Covas, o governo continua sem alinhamento sobre a pandemia da covid. “Embora a embaixada da China no Brasil venha dizer que não há esse tipo de problema, a nossa sensação de quem está na ponta é que existe dificuldade”, disse Dimas Covas.

10 milhões de doses em maio
O diretor do Instituto Butantan anunciou que o instituto irá entregar ao Ministério da Saúde mais três milhões de vacinas da CoronaVac na próxima semana – dois milhões de doses já na segunda (10) e um milhão na quarta-feira (12).
Até maio vai, mas e depois?
Até dia 14, também serão enviadas mais cinco milhões de doses referentes ao IFA de três mil litros entregues pela China. Daqui a 15 dias, devem ser autorizadas a liberação de mais dois milhões de doses. No entanto, após essa data, o diretor afirmou que não há mais matéria-prima para a produção da vacina e responsabilizou o governo Bolsonaro pela possível falta.



