Na parte acalorada, um acusou o outro de ter empresas laranjas para prestar serviço público. Veja as melhores partes. (No face do NP há o debate completo – ao final)
A Rádio Nova Pauta promoveu um debate entre os candidatos a prefeito de Capão do Cipó, nestas eleições complementares do dia 5 de março. Leandro Pereira (PP) e Adair Cardoso (UDP) discutiram seus planos de governo por quase duas horas. Ambos saíram satisfeitos com o debate pela forma como foi conduzido. Nesta sexta-feira, 24, das 9h às 11h, a rádio reproduzirá o debate.
Transparência e firmeza para superar a crise
No primeiro bloco, os candidatos se apresentaram. Em seguida, discutiram sobre saúde, educação obras e empregos. Foi interessante notar que os dois concordaram em relação aos aspectos do pequeno, mas promissor município. Foram quase unânimes ao falar dos problemas causados pela estiagem e sobre a necessidade de transparência e firmeza para superar a crise.
O debate pega fogo A parte mais acalorada aconteceu quando um acusou o outro em relação às suas respectivas empresas e possível “laranjal”. Leandro possui uma empresa que presta serviços a prefeituras, e Adair também foi acusado de possuir algumas empresas em seu nome, que se relacionam com a área de transporte escolar e outros, porém, rebateu dizendo que seu filho é quem tem.
Adair questionou Leandro sobre o fato de ter declarado apenas 20 mil reais, e sobre a existência de pessoas prestando serviços para ele com razões sociais diferentes. Por sua vez, Leandro questionou Adair sobre assunto semelhante.
Cada qual fez a sua defesa como pôde, dizendo que não tinha nada a esconder.
Compra de votos Adiante, Adair questionou Leandro da seguinte forma: O que originou a eleição suplementar foi a cassação do prefeito Froner e do vice Anselmo Cardoso (PP-PDT), irmão do próprio Adair, foi compra de votos. Então perguntou se essa prática iria continuar, visto que Leandro sofreu um processo e fez um acordo com o Ministério Público e é presidente do partido em questão.
Troca-troca de farpas Leandro respondeu que não esconde o fato de ter sofrido um processo e que a cassação foi uma grande injustiça – todo mundo sabe disso. (E que o povo não é objeto para ser comprado).
Afirmou ainda que seu opositor respondeu a 10 processos, pois o seu partido, o PDT, fazia parte da coligação que foi cassada. Seu advogado e assessor nessa atual campanha, Eduardo Forster, foi quem o processou em função de uma denúncia sobre a compra de votos.
Ao final, os dois agradeceram pela oportunidade e elogiaram a Rádio Nova Pauta pela iniciativa, já que o tempo para visitar as casas é muito curto e essa é uma maneira de chegar até os eleitores.