(J. Lemes)
Alô, dona Mara – Engraçado, esta dona Mara do Apolinário sempre foi procurada para dar sua versão. Nesta edição do Expresso mesmo, temos até matéria sobre as ótimas reformas que a direção fez. Outro dia já saiu, mas o que ela quer é só elogios…
Só as boas – Certa vez saiu que os alunos de sua escola fizeram festa não das tão boas no União e ela enlouqueceu contra o jornal. Olha, senhora Mara, balbúrdia sim, onde já se viu alunos que não sabem se comportar enfiados com pobres crianças que só querem aprender?
Reaja, mulher! – Pegue sua turma de colegas e reivindique à coordenadoria, diga que a situação está horrível, que tem alunos que brigam etc. Faça sua parte e não fique contra quem fala a verdade. Nós só atendemos a um pedido de um pai. De que jeito a senhora quer imprensa? Cega? Surda?
Canha na URI? – E quanto à canha na URI, seria o fim da picada se alguém obrigasse alguém a beber. (ainda mais que há menores no meio – e oferecer bebida a ele já é crime). Aí poderia fechar as portas da Universidade, Tio Chico. Eu só pergunto: o que uma garrafa ou duas de cachaça vão fazer numa área de estudos? Seja na sala, seja no pátio, seja na cochinchina… Cachaça é no boteco.
Pobres pais – E parem com essa frescura de trote libertino. Os pais querem estudo, pagam para que estudem, não para ficarem de brincadeiras uma semana toda enquanto o mundo corre na volta. Pais suando, vendendo a safra frustrada para ganhar seu trocado. Vão ler, vão aprender para não ser mais um ou dois a viverem de trago e folia.
Tudo nas coxas – E por ninguém falar nada de nada é que o Brasil está assim, que as instituições estão sem crédito. É por isso que compram monografias. Por isso que um aluno se forma e não sabe sequer redigir um bom texto. Olhem esses comentários, empioscados de erros medonhos. E todos anônimos para não se comprometer. Mas cadê o caráter?
Balbúrdia ou estudo? – E aí, senhores pais, quero ver quem concorda com essa balbúrdia de canha nos ditos trotes. Ou troteia ou sai da estrada. Quero ver estudo, dedicação, amizade, ordem… E por falar em ordem, qual melhor lugar para começarmos a aplicá-la? No Brauner ou na universidade?


