
O livro “A Saga da Emancipação de Capão do Cipó, vida e obra de Serafim Rosado”, foi lançado no município de origem da obra e retrata os primórdios da emancipação. O livro de João Lemes narra a história de Serafim Rosado, que fez da emancipação de Capão do Cipó o seu projeto de vida. Serafim lembrou de como tudo começou sem ao menos ter uma caneta e uma mesa.

- A noite de lançamento contou com a presença de várias autoridades, incluindo muitos emancipacionistas, e pessoas que colaboraram com o projeto. Muitos disseram que se o município perdesse o trem da história, praticamente impossível ser emancipado.
O ex-prefeito de Santiago, Vulmar Silveira Leite, foi um dos destaques da noite. Ele se emocionou ao lembra de sua falecida companheira Nívia Andres, a qual seria a autora do livro, já que foi uma idea dela.
Muitos falaram que finalmente o município tem um documento histórico que contará essa história nas escolas e a futuras gerações.

Hoje, Capão do Cipó é um dos municípios mais importantes do Estado, com grande produção primária. Quem quiser adquirir um exemplar pode entrar em contato com a redação do Expresso Serafim Rosado em Capão do Cipó.

(Trecho do livro)
Quem viveu, quem viu e quem verá
Os brasileiros que viveram e vivem esta era foram ou são privilegiados. O viajante deste tempo presenciou uma virada de século, uma virada de milênio e tantos avanços. Em menos de um século, a população mundial verificou muitas transformações que foram desde a máquina debulhadora de milho até o telefone celular.

O homem atual viu o mundo se abismar diante do crescimento no campo industrial, do fortalecimento automobilístico, do avanço da construção civil, da saúde, da produção primária, da educação… Enfim, pôde ver e sentir os avanços da tecnologia. Acompanhou a chegada da inacreditável internet e percebeu grandes transformações na política, pois adentramos no melhor dos regimes, o democrático. E parafraseando o britânico Winston Churchill (Inglaterra 1874 – 1965), a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todos os outros.
Imaginem se em 1964, data em que eu nasci, numa roda de conversa, alguém dissesse que em 1995 pegaríamos nas mãos uma pequena geringonça luminosa e leve, e com ela falaríamos com o Japão (se alguém lá falasse português) sem a conexão de nenhum um fio, com imagem em cores e som estéreo. Por óbvio, mandariam essa pessoa para um manicômio.

Quem viveu nesta época, apesar de até assistir a catástrofes e lutas armadas, como a segunda Guerra Mundial (1939 a 1945), viu também o mundo se tornar um lugar melhor. Quem viveu e vive esta era, tirou lições de um passado que foi riscado do mapa quase que da noite para o dia, dado ao tamanho avanço de tudo. E se levarmos em conta a pandemia do coronavírus, a sua devastação humana, o estrago na economia e as suas lições, aí sim notaremos que essa época é uma das mais marcantes da história da humanidade. Época em ficamos muito tristes por quem partiu, sem esconder que também nos alegramos por sermos sobreviventes.

O limiar de uma nova era
O município de Capão do Cipó foi criado no dia 17 de abril de 1996 sendo que sua primeira administração, após desmembramento de Santiago, foi instalada no dia 1º de janeiro de 2001. Desde então, foram muitas conquistas dos cipoenses, uma vez que não havia mobiliário, equipamentos ou local para trabalhar, contudo era inegável a vontade de fazer Capão do Cipó um município.

Nos primeiros anos, a Administração Municipal de Serafim Rosado caminhou a passos seguros, transformando projetos em realidade, equipando e modernizando o Poder público, fundamentada no bem-estar da comunidade.
Hoje, Capão do Cipó é um dos municípios mais pujantes da Região Centro, Fronteira Oeste e Missões do Estado, com a economia baseada no setor agropecuário, com grande destaque para a produção de grão, com destaque para a grande produção de soja e o rebanho bovino.



