
Lula foi campeão de gastos no cartão corporativo e foi o que mais usou recursos públicos com aluguel de meios de transporte desde 2003. O valor gasto na categoria, corrigido com apoio da ONG Transparência Brasil pela inflação até dezembro de 2022, é de R$ 28,6 milhões.
Já Jair Bolsonaro (PL) foi quem mais gastou com “combustíveis e lubrificantes automotivos” e “locação de bens móveis de outra natureza e intangíveis”, itens relacionados à organização de eventos. Os valores comparados nesta reportagem incluem somente os atribuídos à Presidência (incluindo todos os CPFs vinculados a ela), e não contempla os gastos de ministérios. (Fonte: UOL)
Confira os gastos com locação de meios de transporte:
Lula 1: R$ 28,6 milhões
Lula 2: R$ 1,3 milhão
Dilma 1: R$ 186 mil
Dilma 2: não teve
Temer: não teve
Bolsonaro: R$ 38 mil
Segundo a diretora de programas da Transparência Brasil, Marina Atoji, os gastos do primeiro governo Lula se concentram em aluguel e manutenção de veículos, hospedagens, aluguel de imóveis e alimentação. O uso dos recursos também está relacionado à estrutura do Estado, aos custos pelos serviços de locação e ao número de deslocamentos realizados pelos presidentes.
O advogado especialista em direito eleitoral e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, Cassio Leite, afirma que o elevado gasto com transporte pode estar relacionado à precariedade dos meios utilizados na época (o avião da Presidência era conhecido como Sucatão). “Foi um período com muito mais missões diplomáticas do que em outros mandatos presidenciais.”
Hospedagem. O segundo mandato de Lula foi o que mais gastou com hospedagem:
Lula 1: R$ 18,3 milhões
Lula 2: R$ 29,7 milhões
Dilma 1: R$ 23,6 milhões
Dilma 2: R$ 6 milhões
Temer: R$ 4,2 milhões
Bolsonaro: R$ 15,4 milhões.
Nessa categoria, a diretora de programas da Transparência Brasil destaca que, embora os gastos de Bolsonaro sejam inferiores numericamente aos de Lula e Dilma 1, é preciso considerar que as hospedagens ocorreram em meio a pandemia. Ele [Bolsonaro] não cumpriu as medidas de isolamento e utilizou recursos públicos para bancar as hospedagens, que incluem passeios ao Guarujá.”



