
Como cristão, senhor presidente, busquei cumprir os mandamentos, mesmo tendo eu abraçado a carreira das armas. Nunca levantei falso testemunho. (…) Vou morrer sem conhecer riqueza, senhor presidente. Mas vou morrer digno. Nunca me apropriei do que não fosse meu e nem pretendo fazer isso à frente da Anvisa.
O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres rebateu os ataques do presidente Bolsonaro, negando haver interesse oculto por trás da aprovação da vacinação de crianças. Bolsonaro sugeriu que a Anvisa e “pessoas taradas por vacina” poderiam ter “interesses” no aval à vacinação infantil. O presidente, porém, não apresentou provas. Mais tarde, durante sua live semanal, Bolsonaro ainda chamou Anvisa de “dona da verdade”.
“Se o senhor dispõe de /informações que levantem o menor indício de corrupção sobre este brasileiro, não perca tempo nem prevarique, senhor presidente. Determine imediata investigação policial sobre a minha pessoa”, disse o presidente da Anvisa. “Agora, se o senhor não possui tais informações ou indícios, exerça a grandeza que o seu cargo demanda e, pelo Deus que o senhor tanto cita, se retrate.”

“Agora, se o senhor não possui tais informações ou indícios, exerça a grandeza que o seu cargo demanda e, pelo Deus que o senhor tanto cita, se retrate. Estamos combatendo o mesmo inimigo e ainda há muita guerra pela frente. Rever uma fala ou um ato errado não diminuirá o senhor em nada. Muito pelo contrário”.



