
Marcelo Brum não e bem-vindo ao novo partido por ter feito declarações homofóbicas contra o governador. O senador Heinze não deve ter apoio para concorrer ao governo
A filiação do presidente Bolsonaro ao PL elevou as ambições do partido no Estado. Até então a sigla estava restrita a um deputado federal e dois estaduais, mas agora quer eleger o próximo governador, além de formar bancadas numerosas na Assembleia e na Câmara dos deputados. O candidato ao Piratini será o ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, de saída do DEM.
O primeiro passo desenhado pela direção é atrair parlamentares fiéis a Bolsonaro e que estejam descontentes em seus partidos. O alvo primordial são deputados do DEM e do PSL insatisfeitos com a fusão que dará origem à União Brasil. Na bancada gaúcha na Câmara, já está acertada a migração de Sanderson e Bibo Nunes, ambos do PSL.
Na Assembleia, a debandada será ainda maior, abrigando três dos quatro parlamentares do PSL, Capitão Macedo, Vilmar Lourenço e Tenente-Coronel Zucco, e um do DEM, Eric Lins. Na Câmara Municipal de Porto Alegre, há ainda Alexandre Bobadra (PSL).
Outros três integrantes do PSL não são bem-vindos nesse redesenho do PL. Por diferentes motivos, os deputados federais Marcelo Brum e Nereu Crispim, e o estadual Ruy Irigaray, estão sendo escanteados pelos colegas.
Marcelo Brum angariou antipatia geral ao desferir ofensas homofóbicas ao governador Eduardo Leite, Nereu é considerado um desertor do bolsonarismo por atuar contra o governo na CPI das Fake News e Irigaray tem contra si a ameaça de cassação por quebra de decoro parlamentar. De acordo com o presidente do PL no Estado, Giovani Cherini, uma eventual filiação do trio geraria possível complicação interna”.



