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| Chileno comprova sua documentação e destinos. |
Imagine que você vá parar num país que não é o seu, ficar sem dinheiro e ainda ter dificuldade para ser compreendido? É o que está acontecendo com o chileno Rodrigo Morales Fernandes, de 39 anos. Ele mora em ValParaíso, próximo de Santiago do Chile, e no início de fevereiro embarcou para Buenos Aires, onde iria tomar um vôo para Minas Gerais, onde suas gêmeas de quatro anos estão morando com a mãe, na cidade de Sete Lagoas.
Em Mendonza, na Argentina, sua mala foi extraviada, com suas roupas e cartões bancários. Rodrigo ficou só com o dinheiro do bolso e a roupa do corpo. Ficou por algumas semanas num hotel, à espera da empresa Cata, de Turismo, dar jeito de encontrar sua bagagem. O problema é que a lei argentina dá à empresa um prazo de 60 dias para encontrar ou ressarcir.
Com o dinheiro estava acabando, Rodrigo pegou carona e acabou vindo parar em Santiago. Ele carrega toda a documentação que comprova sua situação: as passagens de ônibus, o boletim de ocorrência, sua carteira profissional e tudo o mais. Ele conta que é Chef de restaurante, especialista na área gastronômica e se oferece para trabalhar nessa área para poder juntar dinheiro.
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| Rodrigo é chef de restaurante. |
“Não estou pedindo dinheiro, quero é trabalhar. Sei que Santiago tem bons restaurantes e gostaria de ajudar nessa área, com minha experiência. Ou qualquer outro trabalho, se for preciso capinar um pátio ou outra coisa. Preciso juntar dinheiro pra ir a Minas Gerais”, disse Rodrigo, que está hospedado no Asilo Santa Izabel.



