Rio de Janeiro – RJ – Depois de um impasse que havia impedido um consenso entre os chancelere, os negociadores chegaram a uma redação comum sobre mudanças no Conselho de Segurança. O documento divulgado pelos líderes do bloco em 6 de julho defende maior representação de países emergentes e em desenvolvimento da África, Ásia e América Latina.
O texto pede uma reforma abrangente das Nações Unidas para tornar a organização mais democrática, representativa e eficiente. A referência aos dois países, porém, registra especificamente a posição dos governos chinês e russo, sem apresentar esse apoio como uma decisão conjunta de todos os integrantes.
O acordo
Segundo o Valor Econômico, a fórmula contornou a resistência de Egito e Etiópia à menção nominal à África do Sul. Os dois governos seguem uma posição da União Africana que reivindica ao menos dois representantes do continente no conselho. Como as declarações do Brics dependem de consenso, as divergências exigiram novas negociações.
A diplomacia brasileira comemorou o resultado. A reforma do Conselho de Segurança é uma bandeira histórica do Brasil, mas a declaração não concede uma cadeira ao país nem altera a composição desse órgão. (Redação, João Lemes. Fonte: Valor Econômico)
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