Não é mas segredo: O presidente Bolsonaro mandou suspender o dinheiro do orçamento secreto após Lula fechar apoio a Lira

(por João Lemes)) Na mesma semana em que Lula declarou apoio formal à reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), o presidente Bolsonaro deu ordem é para que o Planalto não repasse mais nenhum valor.
Assim, deixa Lira “sem capacidade de honrar os acordos feitos para bancar sua reeleição ao comando da Câmara”.
Esse método vinha sendo usado nos últimos anos pelo governo em troca de apoio em votações de seu interesse, e tinha na figura de Lira um dos principais articuladores para os repasses de recursos públicos via emendas de relator, sem transparência e rastreabilidade (ninguém sabe para onde vai)
O Centrão dançou
Inicialmente, estavam reservados para o orçamento secreto 16 bilhões e meio neste ano, mas 7 bilhões e 800 seguiam bloqueados pela gestão Bolsonaro. O objetivo do centrão (partidos beneficiados) era destravar os recursos neste fim de ano.
A desculpa
Para estancar os repasses, Bolsonaro argumentou “que faltam recursos para outras áreas com os sucessivos bloqueios que o governo precisou fazer para cumprir o teto de gastos, a regra que atrela o crescimento das despesas à inflação”.



