
Nesta quarta ele retorna para Porto Alegre e mergulha numa agenda intensa pelo interior. E vai iniciar as articulações para tentar voltar ao governo gaúcho.
Depois de sair da corrida presidencial, o ex-governador Eduardo Leite (PSDB) afirmou a interlocutores que deve entrar na disputa pelo governo gaúcho a fim de retornar ao Palácio Piratini. (Baseado no artigo de Gerson Camarotti e Nilson Klava. G1)
A tentativa de voltar ao governo estadual passou a ser vista como o caminho natural depois que Eduardo Leite divulgou carta na qual afirmava que o ex-governador João Doria é o pré-candidato do PSDB.
Em março, mesmo derrotado por Doria nas prévias que escolheram o pré-candidato do PSDB a presidente da República, ele renunciou ao governo do RS e passou a percorrer o país e a fazer contatos políticos. Com o desempenho insatisfatório de Doria nas pesquisas, parte das lideranças tucanas defendia o nome do gaúcho como candidato do partido a presidente, apesar do resultado das prévias. Ele chegou a cogitar a filiação ao PSD para disputar a Presidência.
Até aqui, não há uma candidatura natural do seu campo político. Nenhum nome conseguiu aglutinar a base de sustentação dos últimos três anos de governo tucano.
O receio do grupo político de Eduardo Leite é de uma nacionalização da campanha estadual entre PT e PL, que já anunciou a candidatura do ex-ministro Onyx Lorenzoni. Nesse cenário, a avaliação é que Leite é o único nome capaz de unir o grupo.
Aliados acreditam que o fato de ele ter deixado o governo facilita o discurso de que não usará a máquina pública para se beneficiar na campanha. Isso porque, na eleição de 2018, Eduardo Leite anunciou que não disputaria a reeleição.



